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Archive for julho \31\UTC 2012

A oficina “O Engenho de Farinha agroecológico e o patrimônio cultural: proposta de ocupação de espaços de trabalho e memória”, mediada pelo Ponto de Cultura Engenhos de Farinha se revelou uma grande troca de experiências entre iniciativas diversas, graças à ativa participação dos presentes. As ações  revitalizam,difundem e dão novos significados a espaços de trabalho da agricultura e pesca artesanal que estão em processo de extinção como os ranchos de pesca, os moinhos e os engenhos de farinha.

Estes espaços fazem parte da história e memória das comunidades onde estão inseridos e algumas propostas como a agroecologia e o agroturismo são soluções que muitas famílias tem encontrado para mantê-los vivos.

A oficina ocorreu no auditório do CDS-Centro de Desportos da UFSC e contou com 32 presentes entre os proprietários dos engenhos da rede, agricultores da Rede Ecovida e pesquisadores interessados no diálogo.

Durante a oficina, os proprietários dos engenhos de farinha narraram o envolvimento de suas propriedades nas atividades do Ponto de Cultura, em seguida, outros agricultores que também trabalham ou são interessados em trabalhar com a transformação de seus locais rurais de trabalho em espaços histórico-culturais (seja através do agroturismo ou no acolhimento de projetos culturais e educacionais) também socialização experiências, reflexões e desafios. Como articuladora da rede dos engenhos, Gabriella Pieroni mediou um debate que contou com muitas trocas de saberes, desabafos e principalmente depoimentos de vida e trajetórias familiares na agricultura.Também estavam presentes: representantes do Projeto DTS-Desenvolvimento Territorial Sustentável da EPAGRI, chefs de cozinha do SLOW FOOD,pesquisadores da Univali e UFRJ.

Os principais pontos tocados durante a oficina  foram: o papel do turismo que é visto ao mesmo tempo como vilão e solução para a manutenção da agrobiodiversidade e dos saberes tradicionais; as políticas culturais e alternativas de salvaguarda do patrimônio cultural destes locais; os desafios de manutenção dos saberes tradicionais diante da hegemonia da indústria cultural e principalmente o abandono por parte das novas gerações como consequência de modelos de deselvovimento. Foram socializados durante a oficina também muitos conhecimentos a respeito das variedades originais de farinha de millho, mandioca, trigo, taiá, entre outros. Também houveram trocas de conhecimentos relacionados a  tipos de engenhos e moinhos, modos de fazer e viver os espaços de trabalho e  receitas típicas de engenho.

A grande importância desta oportunidade, citada na maioria das falas, foi o reconhecimento de várias famílias, projetos e iniciativas que tem objetivos em comum dentro e fora da REDE ECOVIDA e ainda não se conheciam e da possibilidade de articulação entre eles. Desta forma, foi apontado como  encaminhamentos a criação de um espaço de compartilhamentos e debate através da internet e a articulação de outras possibilidades de encontro e visitas de intercâmbio.

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A terceira edição do Seminário SLOW FOOD promovido pelo Ponto de Cultura Engenhos de Farinha aconteceu entre os dias 28 e 29 de maio na FEIRA DE SABERES E SABORES do VIII ENCONTRO AMPLIADO DA REDE ECOVIDA. O encontro de agricultores ocorre a cada dois anos para discutir e celebrar a trajetória coletiva deste movimento agroecológico que é um dos mais expressivos do gênero na América Latina. A REDE ECOVIDA vêm influenciando a construção de  políticas públicas para certificação de alimentos orgânicos e se apoiando na organização em rede para a defesa dos saberes tradicionais, assim como os Pontos de Cultura também fazem no continente.

O CEPAGRO enquanto membro de um núcleo da REDE ECOVIDA, organizou a edição 2012 do evento, contando com os articuladores do Ponto de Cultura Engenhos de Farinha na comissão organizadora deste evento. Paralelo às atividades do período, estes articuladores trabalharam ao longo de três meses junto a esta comissão defendendo interesses da rede dos Engenhos de Farinha, conquistando parceiros  e inserindo suas atividades na programação do evento.

FEIRA DE SABERES E SABORES

Durante o encontro, foi montada na praça da cidadania na UFSC-Universidade Ferderal de Santa Catarina, a “Feira de Saberes e Sabores”, num espaço com 1000 metros quadrados, 15 toneladas de alimentos e mais de 100 variedades de produtos da agricultura familiar agroecológica. Foi a primeira vez que uma capital sediou o evento, tendo uma relevante importância para o movimento, ainda porque estavam presentes delegações de Chile, Honduras,Guatemala, República Dominicana, entre outros. A REDE ECOVIDA é composta de 26 núcleos que representam territórios do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e sul de São Paulo

Aproveitando a ocasião deste evento o Ponto de Cultura Engenhos de Farinha promoveu uma edição especial dos Seminários SLOW FOOD, onde havia um palco montado para receber outros parceiros da rede dos Pontos de Cultura de Santa Catarina, além de estandes do Slow Food e da Rede dos Engenhos de Farinha.

MAIS UM SEMINÁRIO SLOW FOOD

O III Seminário SLOW FOOD reuniu mais uma vez as comunidades e chefes de cozinha de Santa Catarina que promovem o alimento e saberes locais, mas desta vez contou com uma grande representatividade de agricultores da REDE ECOVIDA. Além disso o espaço proporcionou a integração destes agricultores com o público da feira, composto por consumidores, grupos da economia solidária, comunidade acadêmica e população em geral.

No dia 28/05, desde a abertura da Feira, estes chefs de cozinha e estudantes de gastronomia da cidade interagiram com o público, espaço e produtos da feira numa oficina de “educação do gosto” que pretendia trabalhar as sensibilidades para o reconhecimento da relação entre os sentidos e o gosto na alimentação. Dezenas de pessoas passaram pelo estande do Slow Food e experimentaram sensações de gosto variadas com os olhos vendados, depois tinham atendimento personalizado junto aos chefs de cozinha para esclarecer dúvidas, trocar experiências e conhecer um pouco mais do conceito da ecogastronomia.

Na terça-feira ocorreram as principais discussões do seminário com a apresentação dos Convivia e Fortalezas do estado, exibição de vídeos e degustações. Os chefs de cozinha receberam os agricultores e extrativistas que representam algumas das principais matérias-primas do estado como a farinha de mandioca polvilhada, o berbigão e o pinhão.

Os proprietários dos engenhos, juntamente com outros agricultores, foram os convidados especiais da tarde e contaram suas memórias e atuais formas de manutenção dos produtos e saberes. Os ecochefs do  Convivium Mata Atlântica apresentaram seus projetos onde realizam expedições em busca de matérias-primas locais em risco de extinção.

O seminário contou também com apresentações culturais da rede dos Pontos de cultura do estado, entre eles o Coral Giracoro que levou para a Feira de Saberes uma lindo cortejo de vozes e manifestações da cultura popular.

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