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Archive for abril \09\UTC 2013

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A Rede dos Engenhos Artesanais de Farinha é protagonista do evento Patrimônio Agroalimentar em debate, promovido pelo CEPAGRO,  compondo o painel “O engenho de farinha: entre o patrimônio cultural e o mercado” e ainda fornecendo produtos para a mesa de degustação das matérias-primas locais, elaborada pelos chefs de cozinha do Convivium Mata Atlântica do SLOW FOOD. A rede é composta por 7 famílias representantes das comunidades tradicionais de engenho de farinha do litoral catarinense e encostas da serra e mantêm estes espaços vivos, seja através da agroecologia, do agroturismo ou da ocupação histórico-cultural. No evento, estas famílias contribuíram no avanço da  discussão sobre a preservação do patrimônio agroalimentar em seus territórios através do diálogo com outras instituições governamentais como a EPAGRI, o IPHAN e a CIDASC. Estavam presentes também representantes do sul do estado: garopaba, imbituba e ibiraquera além do Ponto de Cultura e Museu Comunitário Engenho do Sertão, que articula a cultura dos engenhos na região de Bombinhas.

Acompanhe a reportagem completa e fique atento à agenda dos próximos eventos:

http://cepagroagroecologia.wordpress.com/

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Juliana Adriano, fotógrafa que colaborou com o Ponto de Cultura Engenhos de Farinha na apresentação do Litoral Catarinense na Itália (Expo-Movil, Terra Madre 2012) estará com a exposição FARINHADA EM IBIRAQUERA na FURB em Blumenau de 09/04 a 20/04, prestigiem!

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A exposição fotográfica, FARINHADA EM IBIRAQUERA, retrata a “fazedura” da farinha de mandioca, momento também conhecido como “farinhada”, no litoral de Santa Catarina.

No caso de Ibiraquera (Imbituba/SC), como muitas famílias também se ocupam da pesca da tainha, que passa pela costa entre maio e julho, a farinhada se concentra no outono.

Hoje em dia, o fazer artesanal da farinha é voltado para o consumo familiar, mas consiste em uma forma de resistência ao modo de vida predominante, de ritmo acelerado e homogenizador.

Há que se dizer que a farinha pode ser feita de mandioca com um ou dois anos de solo. E é no período em que a rama está madura e hibernando que a mandioca é “rancada”, normalmente de manhãzinha pra conservar a umidade na casca; depois é “cascada” com boa faca; “lavada” pra tirar o restinho de barro; “cevada” de modo que a rama fique muito bem triturada; “prensada” pra retirar o líquido; e, por fim, “forneada” pra deixar a farinha bem sequinha e crocante.
Esse modo de fazer farinha é uma adaptação de tecnologias das ilhas de Açores e Madeira (Portugal), que produziam farinha de trigo em seus engenhos, com tecnologia Tupi-Guarani, que há muito domesticaram a mandioca.
Historicamente a mandioca possui relevância nutricional aos povos que habitavam nosso território, contudo, no ato de fazer a farinha em nossas comunidades costeiras, outro elemento se destaca: trata-se de um momento importante para reforçar a coletividade.

Juliana Adriano, natural de Indaial, graduada em Ciências Sociais e mestre em Sociologia Política pela UFSC. Trabalha como docente de Sociologia. Tem estudado e trabalhado com a fotografia de modo informal. Nos últimos anos tem acompanhado atividades dos movimentos camponeses e pesqueiros.

Esta exposição de fotografias tem sido realizada junto a espaços movimentos camponeses e pesqueiros, a exemplo da VII Feira da Mandioca, nos Areais da Ribanceira – Imbituba/SC (2010), no I Festival da Tainha em Florianópolis (2011), e no II Festival da Tainha com Farinha, em Ibiraquera – Imbituba/SC (2012). E junto ao Coletivo Colmeia (2012) no Teatro Carlos Gomes.
Data: 09/04 a 20/04
Horário: 20h (Abertura)
Local: Câmpus 1 – Salão Angelim – Mapa
Informações: Juliana Adriano – jua.sociologia@gmail.com

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