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Archive for setembro \26\America/Sao_Paulo 2013

Areais da Ribanceira: 200 anos de resistência da agricultura e pesca artesanal foi o tema da Feira da Mandioca este ano

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No último fim de semana ocorreu a 10ª Feira da Mandioca de Imbituba, organizada pela comunidade dos Areais da Ribanceira através da ACORDI (Associação Comunitária Rural de Imbituba). O engenho de farinha da ACORDI é um dos espaços que forma o Mapa dos Engenhos de Farinha Artesanais da Grande Florianópolis, publicação do CEPAGRO que terá sua 2a edição ampliada lançada no próximo mês. A Acordi, juntamente com os Pontos de Cultura “Engenhos de Farinha” (Cepagro), de Florianópolis e  “Engenho do Sertão” (Associação Boimamão) de Bombinhas podem ser considerados os movimentos mais representativos do estado na preservação dos espaços e saberes tradicionais os engenhos de farinha de mandioca. Estas iniciativas se complementam nos focos e regiões geográficas de atuação pela manutenção do complexo histórico-cultural que envolve a produção familiar da “farinha polvilhada” e derivados.

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A Acordi este ano comemorou a 10a edição da Feira da mandioca em grande estilo, reforçando seu foco combativo através da realização curso  “Afirmação de Direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais: a aplicação da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT)” e do lançamento do fascículo do Projeto Nova Cartografia Social, sobre os Areais da Ribanceira – seus direitos, conflitos e costumes. As atividades fazem parte do projeto “Comunidades tradicionais dos Areais da Ribanceira (SC): luta pelo reconhecimento, acesso à justiça e construção de direitos”,  que pretende promover a assessoria antropológica e jurídica para cerca de mil famílias da Comunidade Tradicional dos Areais da Ribanceira. O curso e projeto são apoiados pelo Fundo Brasil de Direitos Humanos.

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É por estas e por outras que o Engenho da Acordi é considerado dentro da REDE DOS ENGENHOS um símbolo de organização comunitária local com avançada discussão sobre o tema de apelo nacional que é o reconhecimento das populações tradicionais que tem seus modos de vida ligados à (agri) cultura da mandioca, discussão é apoiada e reconhecida localmente por pesquisadores e gestores públicos.

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Repassamos abaixo o relato dos colegas da comissão organizadora da 10a Feira da Mandioca de Imbituba, ocorrida no últimos dias 21 e 22 de setembro de 2013:

“Areais da Ribanceira: 200 anos de resistência da agricultura e pesca artesanal

A realização da um evento como a Feira Mandioca de Imbituba é sempre um grande desafio, principalmente, para uma entidade como a ACORDI, que dispõe de pouco recurso. E, se dedica, desde a sua fundação, ao reconhecimento e manutenção da comunidade de agricultores e pescadores do território tradicional dos Areais da Ribanceira. Como resultado deste trabalho, nesta edição da Feira, lançamos o Fascículo do Projeto Nova Cartografia Social, sobre os Areais. Este documento enfatiza nossos Direitos, Conflitos e Costumes.

Além disso, foi oferecido um curso, em parceria com a UFSC e apoio do PNUD e FBDH, sobre direitos dos povos e comunidades tradicionais. Promovemos a apresentação de grupos folclóricos, de teatro e outros artistas regionais. Também disponibilizamos espaço para os artesões exporem seus trabalhos. E, com o apoio da paróquia Nossa Senhora foi rezada a missa campal.

Para darmos melhor atendimento e segurança aos participantes da feira, desde o início do ano, trabalhamos na sua infraestrutura. Como também nos dedicamos a produção dos quitutes e pratos típicos da mandioca, sempre tão procurados no evento.

Com o tema, Areais da Ribanceira: 200 anos de resistência da agricultura e pesca artesanal, realizamos a 10ª Feira da Mandioca de Imbituba.

Um agradecimento especial a todos que compareceram!

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Engenhos de Farinha e Rede Ecovida no II Fórum dos Pontos de Cultura de Santa Catarina

fotos Pontão Ganesha e Sandra Alves

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Dar mais vida à “Cultura Viva” em Santa Catarina, foi a intenção primordial dos quase trinta coletivos culturais do estado que se reuniram no CIC (Centro Integrado de Cultura) na última terça e quarta-feira para o Fórum dos Ponto de Cultura de Santa Catarina.

O inovador conceito de gestão compartilhada entre estado e sociedade civil inaugurado pelo Programa Cultura Viva através da promoção do trabalho em rede foi discutido e reaceso durante este evento que foi considerado uma grande conquista após um período de desarticulação e desamparo vivido pelos pontos de cultura do estado de santa catarina no último ano.

Durante os dois dias do Fórum muitas  questões foram esclarecidas e demandas construídas coletivamente. Os textos que foram redigidos à muitas mãos e projetados no telão do cinema do CIC vão se transformar em proposições e monções para a III Conferência Nacional de Cultura, marco histórico no processo de democratização  e participação da sociedade civil nas políticas públicas para a cultura.

Nos quesitos da “economia criativa” e “economia da cultura” estas proposições reuniram em uma teia positiva, demandas de trabalho da Rede dos Engenhos Artesanais da Grande Florianópolis (Cepagro), da Rede Ecovida de Agroecologia (Cepagro) e da Rede dos Pontos de Cultura, à exemplo da proposta de criação de programas específicos pelo MinC que priorizem nas compras institucionais e licitações públicas produtos e serviços da economia solidária de referência cultural.

No evento, foram também eleitos representantes e delegados para o Fórum Nacional dos Pontos de Cultura que deverá ser realizado em Natal em 2014.

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Apresentação do Ponto de Cultura Engenhos de Farinha abre mostra artístico cultural

Uma farta mesa de alimentos agroecológicos e tradicionais receitas derivadas da mandioca se tornou a apresentação artístico cultural mais inusitada da programação noturna do Fórum. Muito mais que uma mesa de café, o Ponto de Cultura Engenhos de farinha abriu a noite de terça-feira e encerrou o evento na quarta-feira com suas já conhecidas degustações políticas de alimentos.

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Comer e falar da comida: a centralidade do alimento para sociedade posta à mesa

A intervenção literalmente “pegou o público pelo estômago”. Além de colorir olhares, espalhar aromas e atiçar paladares, também foi colocado na mesa, na apresentação de cada um dos produtos servidos, suas dimensões  simbólicas, que vão desde o valor histórico-cultural dos alimentos às  lutas pela mudança na atual cadeia de produção e consumo  levantadas pela REDE ECOVIDA DE AGROECOLOGIA e pelo CEPAGRO ao longo das últimas décadas no estado de Santa Catarina.

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Sendo assim, as pautas da Rede dos Engenhos Artesanais de Farinha da grande Florianópolis, o trabalho do Box 721 de agroecológicos na Ceasa e demais conquistas do Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida estiveram presentes na mesa posta tornando os cafés dos ponteiros ainda mais rico.

 O total da obra apresentada mescla o trabalho dos agricultores, que desde à colheita ao processamento dos produtos aplicam sua arte agrícola permeada de saberes tradicionais aos conhecimentos gastronômicos acrescentados pelos ecochefs Fabiano Gregório e Phillipe Belletini, do Convivium Mata Atlântica-Slow Food, profissionais militantes na defesa da agroecologia. Estas degustações vêm se tornando vivências de educação alimentar e consumo consciente além de pontos de encontro entre produtores,cozinheiros e consumidores.

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Cepagro e Banda da Lapa coordenam a programação cultural

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A programação cultural do encontro ficou a cargo dos Pontos de Cultura “Engenhos de Farinha” e “Educação Musical Popular “, que abriram e fecharam as apresentações. Após o primeiro café-degustação, a noite de terça-feira seguiu à altura com o boi-de-mamão contemporâneo do grupo Arreda Boi da Barra da Lagoa, que apresentou seus novos bonecos modelados das réplicas feitas em argila por Franklin Cascaes. 1239833_421862917926035_1264426809_n

O Coral GiraCoro, do Ponto de Cultura TOCA  chegou como sempre em cortejo pelo local invadindo o Hall do MIS (Museu da Imagem e do Som) com suas vozes, cores e alegrias. O grupo apresentou seu repertório que é fruto de uma competente pesquisa do universo tradicional e popular das canções que narram histórias e modos de vida da cultura brasileira.1235936_421863071259353_1703450524_n

Muito aguardada, a centenária Banda da Lapa do Ribeirão da Ilha encerrou a noite com uma comovente execução musical, que contemplou desde “dobrados” da Banda do Zé Pereira e melodias que contam a ilha à clássicos instrumentais enriquecidos com arranjos próprios pelos naipes de sopros. A mostra artística do evento deixou evidente para a FCC (Fundação Cultural Catarinense), que gestiona o programa e para o  público presente que os Pontos de Cultura da ilha merecem toda a atenção, pois além da utilidade pública prestada na formação cidadã estão entre os grupos mais atuantes e virtuosos da cidade nos resultados artísticos expressados.

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