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Archive for março \28\UTC 2018

O barulho do carro de boi carregado e o cheiro da farinha torrando no forno foram só algumas das memórias que brotaram no último sábado, 24 de março, durante a formação que a equipe do Ponto de Cultura Engenhos de Farinha realizou com representantes da Rede de Engenhos sobre Inventários Participativos e as atividades do projeto Ponto de Cultura Engenhos de Farinha 2.0: Estratégias em Rede, aprovado junto à Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte (SOL) no ano passado. Estiveram presentes representantes da Fundação Municipal de Cultura de Bombinhas, da Associação Comunitária Rural de Imbituba (ACORDI) e da Secretaria de Agricultura deste município, além dos engenheirxs Graziela e João Heindenreich, que mantêm o engenho da família na comunidade do Ribeirão da Ilha. A atividade aconteceu no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, a partir de articulação do Núcleo de Estudos Açorianos.

Além de apresentar um panorama sobre os projetos envolvendo os engenhos que estarão em curso a partir deste ano – sendo  o PdC 2.0 um deles – a equipe fez também uma breve explanação sobre a ferramenta dos Inventários Participativos. Mais do que só realizar um levantamento que resulta num dossiê de referências culturais envolvendo os engenhos de farinha – como receitas, saberes e histórias – o processo de construção de um Inventário Participativo representa também uma metodologia de educação patrimonial e articulação comunitária, como afirma a historiadora Gabriella Pieroni, da equipe do PdC. 

Para compreender a metodologia na prática, a equipe propôs uma atividade em que as/os participantes anotavam suas principais lembranças em pedaços de papel, que foram sendo separados em cinco colunas numeradas. Sons, cheiros e brincadeiras da lida da farinha foram relembradas. Com um material considerável levantado, a equipe trouxe então as categorias representadas pelas colunas: lugares, celebrações, formas de expressão, saberes e objetos. Posteriormente, foram agregadas também ofícios e mestres. A atividade teve o objetivo de compreender as categorias de registro de Patrimônio Imaterial do IPHAN, servindo como um exercício para o processo de Inventário Participativo.

Os Agentes Culturais dos engenhos serão responsáveis pela articulação das comunidades para levantar a documentação necessária para o registro – fotos, recortes de jornal, entrevistas – e também pela mobilização para as oficinas do projeto PdC 2.0. Serão realizadas oficinas de educação patrimonial em quatro territórios do litoral catarinense. A primeira será em Bombinhas, durante a Semana dos Museus, em meados de maio.

 

 

 

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