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Archive for agosto \09\America/Sao_Paulo 2018

Buscando engajar comunidades e gerações diversas no processo de Inventário Participativo dos Engenhos de Farinha de Santa Catarina, a equipe da Rede Catarinense de Engenhos/Cepagro esteve na última quarta (8 de agosto) na Escola de Educação Básica Maria Rita Flor, em Bombinhas, para conversar com estudantes do 2º ano do Ensino Médio sobre a aventura de levantar os bens culturais relacionados aos engenhos da região. Conceitos como bens culturais, patrimônio e inventário foram dialogados com as/os estudantes de forma descontraída e afetuosa pela  agrônoma Karina de Lorenzi e a educadora Giselle Miotto. A mini-oficina faz parte do projeto PdC 2.0: estratégias em rede, que, através de atividades e vivências de educação patrimonial, tem o objetivo de criar um dossiê sobre os engenhos de farinha do litoral catarinense, material que pode embasar o pedido do registro destes como Patrimônio Cultural junto ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). O projeto tem apoio da Secretaria de Estado de Esporte, Cultura, Turismo e Lazer (SOL).

A ideia de trabalhar com os/as adolescentes surgiu durante a primeira oficina de Inventário Participativo do projeto em Bombinhas, realizado em maio deste ano no Engenho Comunitário do Miminho, revitalizado pela Fundação Municipal de Cultura. Com orientação das professoras Maria José de Melo Mafra e Eliane Pereira (História) e Caroline Floriano (Artes), a juventude irá visitar os engenhos, conversar com mestres e mestras, levantar seus bens culturais e produzir apresentações em diversos formatos. De acordo com a professora Eliane Pereira, na disciplina de Marketing (integrante do currículo profissionalizante em Hospedagem integrado ao Ensino Médio) as turmas vêm desenvolvendo jornais, sendo que dois grupos já se interessaram pela pauta dos engenhos para suas publicações. A estudante Ariel Gonçalves, de 17 anos, propôs que seja feita uma homenagem a engenheiros e engenheiras no final do ano. “Já fizemos isso com os pescadores, poderíamos fazer com os mestres e mestras dos engenhos”, disse a jovem. A jornalista da Fundação Municipal de Cultura de Bombinhas, Márcia Ferreira, também vai colaborar na iniciativa, pois já trabalha há alguns anos com o registro e produção de materiais sobre o Patrimônio Cultural Imaterial de Bombinhas.

Ao trabalho na EEB Maria Rita Flor somam-se outras ações de educação patrimonial para construção do Inventário Participativo dos engenhos, como oficinas de mapeamento e preparação de receitas, a produção de spots audiovisuais #EngenhoÉPatrimônio e as rodas de conversa animadas pelo documentário Cultura de Engenho. Haverá oficinas também em Garopaba, Imbituba e Florianópolis. Através de metodologias e linguagens diversas, a Rede vai tecendo entendimentos com as comunidades sobre a importância cultural e afetiva do Patrimônio Cultural Imaterial, que vão muito além da chancela estatal. Como disse Carla Cruz, do IPHAN, durante uma das atividades da Rede em fevereiro de 2017, “Patrimônio Cultural tem a ver com resistência”.

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